Proteger a casa começa no seguro: o que muitos proprietários ainda ignoram

No 24.º episódio do podcast Let’s Get Real Estate powered by iad, o tema em análise foi tão essencial quanto frequentemente desvalorizado: os seguros imobiliários e a forma como escolhemos (ou deixamos de escolher) as coberturas que protegem o nosso património. 


Comprar uma casa é, para a maioria das pessoas, o maior investimento de uma vida. Ainda assim, quando o tema são os seguros imobiliários, muitas decisões são tomadas com base no mínimo obrigatório — e não no verdadeiro risco.


À conversa estiveram Ricardo Teixeira Matos, da MDS, parceiro da iad Portugal e especialista em seguros, e Victor Meira, Head of Legal da iad Portugal. Especialistas das áreas jurídica e seguradora ajudam-nos a clarificar um tema essencial: como escolher as coberturas certas para garantir que a sua casa está, de facto, protegida.

Seguro obrigatório não significa proteção suficiente

Logo no início do episódio, fica claro que o conhecimento sobre seguros imobili´ários continua a ser superficial e altamente reativo. A maioria das pessoas só procura informação quando surge um problema, e não antes.

Quando existe crédito à habitação, há dois seguros que surgem quase automaticamente: seguro de vida e seguro multirriscos.

Mas este é apenas o ponto de partida. Ter um seguro não é o mesmo que estar protegido. Tudo depende:

Muitas pessoas só percebem estas diferenças quando precisam de acionar o seguro, e descobrem que afinal não estão cobertas.

Os três grandes riscos que muitos ignoram

Do ponto de vista jurídico, a exposição ao risco associado a um imóvel pode ser organizada em três grandes áreas:

  1. Integridade do imóvel
    Um sinistro pode comprometer parcial ou totalmente a casa — incêndios, inundações ou danos estruturais são exemplos reais.
  2. Responsabilidade civil
    Um dos riscos mais subvalorizados. Um simples incidente pode causar danos a terceiros com impactos financeiros muito elevados — e potencialmente ilimitados.
  3. Incumprimento legal ou contratual
    A ausência de seguros obrigatórios pode levar a penalizações legais ou até à resolução de contratos.

Victor Meira lembra que a compra de uma casa envolve diferentes níveis de exposição, muito deles frequentemente ignorados pelos proprietários.

Proprietário ou inquilino: quem responde por quê?

No arrendamento, as fronteiras nem sempre são claras — mas são essenciais.

Perceber estas diferenças evita conflitos… e prejuízos.

Infraseguro: o erro silencioso

Um dos problemas mais comuns hoje é o infraseguro:
o imóvel está seguro por um valor inferior ao necessário para a sua reconstrução.

Em caso de sinistro, a indemnização não cobre a totalidade dos danos. A seguradora aplica a regra da proporcionalidade — e o prejuízo recai sobre o proprietário.

Nota importante: o capital seguro deve corresponder ao valor de reconstrução, não ao valor de mercado.

Tecnologia, sustentabilidade e prevenção

O mercado segurador acompanha a evolução do imobiliário:

Imóveis mais eficientes e protegidos tendem a ter: prémios mais ajustados, menor risco e melhores condições.

O papel do consultor imobiliário

O consultor não vende seguros — mas tem um papel fundamental:

Porque proteger um imóvel é também proteger o património e o futuro de quem compra, vende ou arrenda.

Não escolher um seguro adequado pode comprometer um dos maiores investimentos da sua vida.
A informação certa, no momento certo, faz toda a diferença.

Ouça o episódio completo: